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Como fazer Seguro para Carro Antigo?

Por 4 de março de 2021maio 14th, 2021Mobilidade
seguro para carro antigo

Tem gente que é colecionador, entusiasta ou até mesmo prefere um modelo antigo com visual vintage para usar no dia a dia. Porém, essas pessoas sabem a dificuldade que é fazer seguro para carro antigo

Isto porque as companhias seguradoras dificilmente aceitam fazer uma apólice compreensiva para veículos com mais de 20 ou 25 anos. Entretanto, quando aceitam, cobram caro e exigem pagamento de uma alta franquia. Mas quais são as razões para esse preconceito?

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Seguro para Carros Antigos – Dificuldade em achar peças

O principal motivo para a negativa da maioria das seguradoras é a dificuldade de encontrar peças de reposição para reparar o veículo nos casos de perda parcial. Isto é, quando o carro é parcialmente danificado em um sinistro.

Modelos mais antigos ou que tenham saído de linha sofrem com a falta de componentes no mercado. E, quando se acha alguma coisa, não é nem um pouco barato. Se for um importado antigo, então, custam uma verdadeira fortuna e podem demorar meses para chegar. Com isso, para as seguradoras o risco e o trabalho não valem a pena.

Risco de panes é maior

Outra razão é que estatisticamente os carros antigos normalmente estão mais sujeitos a panes ou acidentes do que modelos mais novos. Seja pela falta de uso (no caso de carros de coleção), pela manutenção desleixada, pelo desgaste de anos ou por não possuírem equipamentos de segurança. Portanto, novamente, o risco é considerado muito alto pelas companhias, que acabam recusando o seguro de carro antigo.

Mais visados para roubo e furto

Carros antigos também costumam ser muito roubados para desmanche. Isso ocorre justamente pela dificuldade de se achar peças de reposição. Além disso, são mais fáceis de serem furtados por não possuírem sistemas antifurto modernos. Na maioria das vezes, apenas com uma chave micha é possível abrir a porta e dar partida.

Definir o preço é mais complicado

Por fim, a dificuldade para conseguir precificar um carro antigo ou de coleção é imensa. A tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é a principal referência para as seguradoras. Porém, ela não é levada muito em conta neste segmento de mercado. Um Volkswagen Gol GTI 1989, por exemplo, é tabelado na FIPE por R$ 8.455. Na prática, porém, é um dos clássicos mais desejados e unidades impecáveis hoje ultrapassam facilmente os R$ 100 mil.

Além disso, durante a pandemia de Covid-19, os preços de carros antigos e clássicos dispararam ainda mais. 

A explicação para esta valorização inesperada foi a impossibilidade de muitas pessoas viajarem ou participarem de encontros sociais. Com o isolamento e o dinheiro parado no banco, muita gente foi atrás daquele velho sonho de quatro rodas da juventude. Assim, puderam passear aos fins de semana sem correr o risco de se contaminar.

Seguro não compreensivo é alternativa

O que muitos proprietários acabam fazendo é um seguro para carros antigos não compreensivo. Isto é, com cobertura apenas para roubo e furto com e danos materiais e corporais de terceiros. 

Porém, a desvantagem é que muitas companhias aceitam indenizar o valor de apenas 70% da Tabela FIPE. Para quem possui um carro antigo que seja visado para roubo e que tenha valor de mercado acima da FIPE, pode não ser um bom negócio.

Bateu, pagou

Vale lembrar que perdas parciais ou totais por colisões não são cobertas nas apólices de seguro não compreensivas. Então, é preciso rodar com extrema cautela e atenção, pois se bater o custo do reparo é do proprietário. Por outro lado, se você for o causador de um acidente, a indenização para os danos materiais ou corporais dos terceiros envolvidos está coberta.

Chama o guincho

O seguro não compreensivo dá direito a Assistência 24 horas para o veículo. Portanto, isso acaba sendo um grande atrativo para modelos mais sujeitos a panes mecânicas. Além do guincho, que costuma ser caro, o serviço possui:

  • Assistência eletromecânica;
  • Chaveiro;
  • Assistência para pane seca;
  • Troca de pneus totalmente gratuitos.

Algumas seguradoras, porém, não assumem o risco de fazer seguro para carro antigo nem na modalidade não compreensiva. Isso ocorre justamente pela dificuldade de definir seu preço nos casos de indenização integral por roubo ou furto. 

Outras, condicionam o seguro ao uso apenas para lazer ou exigem que o proprietário tenha um carro mais novo segurado pela própria seguradora.

Rastreador ajuda a baratear

Um artifício muito comum entre os proprietários de carros antigos é a instalação de um rastreador. Com ele, o veículo passa a ser monitorado 24 horas por dias e pode ser facilmente localizado nos casos de roubo ou furto. Portanto, e uma opção com bom custo benefício e que ajuda a reduzir o custo do seguro não compreensivo.

Quais seguradoras aceitam carros antigos?

Existem algumas poucas seguradoras que aceitam fazer seguro compreensivo (que cobre furto, roubo, perda total ou parcial, incêndio, alagamento e terceiros) para carros mais antigos. Porém, elas limitam a idade máxima em 20 ou 25 anos. São elas:

  • Azul Seguros;
  • Itaú Seguros;
  • Liberty;
  • HDI;
  • Tokio Marine.

Todas, porém, exigem uma vistoria prévia para avaliação do risco.

Mais difícil é mais gostoso

Para muitos antigomobilistas, o grande barato são os desafios para manter seu clássico funcionando e boas condições. Garimpar peças na internet e em encontros de carros antigos, procurar mecânicos especializados e até mesmo colocar a mão na massa para executar pequenos reparos são motivo de entusiasmo e felicidade. E, muitas vezes, a busca por um seguro viável faz parte da brincadeira.

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 Última atualização em 04/03/2021

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