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Por que as elétricas são as motos do momento?

Por 8 de março de 2022Mobilidade
motos elétricas

É fato: os veículos movidos a combustíveis fósseis estão com os dias contados. A União Europeia já definiu que, a partir do ano de 2035, carros novos com motores a combustão interna não poderão mais ser vendidos nos países membros. Montadoras como Audi, Mercedes-Benz e Volvo prometeram que, em 2030, só terão modelos elétricos em sua gama.

Aqui no Brasil, o carro elétrico esbarra no alto preço. Sem grandes incentivos governamentais e sofrendo com o dólar alto, os modelos a bateria são caros e um nicho de mercado. Mesmo com todos estes obstáculos, as vendas subiram nada menos do que 257% em 2021, comparadas com um ano antes.

Você não pode investir cerca de R$ 150 mil por uma JAC E-JS1, atualmente o carro elétrico mais barato do Brasil, mas quer usar um meio de locomoção sustentável? Então uma boa opção são as motos elétricas.

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As elétricas são as motos do momento

Em meados do último ano, o Mercado Livre divulgou um estudo que apontava que a busca por motos elétricas dentro da plataforma de compra e venda subiu nada menos do que 1200% entre maio de 2020 e maio de 2021.

O interesse foi motivado pela pandemia de Covid-19. Ela obrigou o isolamento social e, ao mesmo tempo, revelou que ter um ou mais carros não era mais necessário. Além do apelo ecológico, a alta nos preços dos combustíveis também foi determinante para o aumento na procura.

Menos de meio centavo para rodar um quilômetro

Se uma moto de baixa cilindrada já é econômica, imagine uma elétrica. Um modelo flex de 150 cm³, o mais popular do país, tem custo por quilômetro rodado de cerca de R$ 0,10. Já em uma moto elétrica, o valor é de apenas R$ 0,003.

Como se não bastasse tamanha poupança na hora de “abastecer”, o modelo movido a bateria não exige gastos com a manutenção, apenas troca de pneus. Portanto, não é necessário trocar óleo ou substituir a relação em motos elétricas. E o recarregamento das baterias pode ser feito em tomadas comuns de 110 ou 220 volts. São ou não as motos do momento?

E mesmo preço de uma moto a combustão

Se no Brasil um carro elétrico chega a custar três vezes mais do que um similar com motor a combustão, nas motocicletas a situação é diferente. Os preços são compatíveis com modelos flex ou a gasolina e há opções a partir de R$ 9,9 mil. Separamos os modelos mais procurados no mercado brasileiro.

Vale lembrar que as motos elétricas abaixo exigem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A e emplacamento, assim como toda a documentação. Em alguns estados há isenção de IPVA e outros benefícios para veículos elétricos.

Confira os principais modelos de motos elétricas

Voltz EVS

As  motos elétricas da Voltz são montadas em Recife (PE) e estão entre as mais vendidas do Brasil. O modelo EVS, a não ser pela carenagem do conjunto motor-bateria, pode ser facilmente confundido com uma moto a combustão da Honda ou Yamaha.

A EVS tem baterias que proporcionam uma autonomia de até 180 quilômetros – com uma bateria, a autonomia cai para 100 km. A potência de até 7.000 Watts permite chegar aos 120 km/h de velocidade máxima. Custa R$ 20,5 mil.

Voltz EV1 Sport

O EV1 é um scooter que tem até entrada USB, Bluetooth e chave presencial. Sua potência é de 3.000 W, com velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de 180 km com duas baterias. Seu preço é de R$ 13 mil.

Shineray SE1

É a moto elétrica mais barata da lista e você pode encontrar por R$ 9,9 mil. Valor semelhante ao de um scooter Honda Elite 125 movido a gasolina. A SE1 tem motor com 2.000 w de potência, velocidade máxima de 60 km/h e uma autonomia de 80 km. A bateria de lítio é removível e pode ser completamente recarregada em oito horas.

Shineray SHE3000

A Shineray SHE 3000 é voltada para o trabalho e pode transportar até 150 quilos de peso. É impulsionada por um motor elétrico de 3000 W de potência montado diretamente na roda traseira. Pode chegar aos 80 km/h e tem autonomia de 120 km. As vendas devem começar ainda em 2022 e seu preço, ainda não definido, vai ficar na faixa dos R$ 12 mil a R$ 15 mil.

Energie Mobi Super Soco TC

O destaque da Energie Mobi Super Soco TC é seu design retrô. Tem motor Bosch de 1.500 W, 75 km/h de velocidade máxima e autonomia de 60 ou 120 km (por meio da compra de uma bateria extra). Produzida em São Paulo – e tabelada a R$ 21,9 mil -, conta também com iluminação full-LEDs, painel com tela LCD e ajustes de suspensão traseira.

Muuv Custom SE

Assim como a Energie, a Muuv Chooper SE apela para o visual diferenciado, com estilo custom, banco único e guidão alto. Seu motor de 2000 W pode levá-la aos 50 km/h e a bateria permite uma autonomia de 40 km. Custa R$ 15,5 mil.

GWS K14RS

Com visual e porte (e preço) de moto superesportiva, a GWS K14RS tem motor com 14.000 W que permite uma velocidade máxima de 170 km/h e autonomia de 150 km. Custa salgados R$ 96,5 mil (quase o mesmo de uma BMW S1000RR) e tem conjunto ótico de LED, conexão Bluetooth para smartphone e freios a disco.

GWS K8000R

Se o visual da K14RS é de superesportiva, a K8000R apela para as nakeds para conquistar os fãs de duas rodas. O motor elétrico desenvolve 8.000 W, a sua velocidade máxima é de 130 km/h e a autonomia também é de 150 km. Pelos R$ 65 mil pedidos pela K8000R é possível comprar uma Yamaha MT-09 e ainda ficar com R$ 8 mil de troco.

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Última atualização em 08/03/2022

 

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