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Álcool ou gasolina: qual vale mais a pena?

Por 6 de janeiro de 2017julho 28th, 2021Mobilidade
bomba de gasolina: álcool ou gasolina?

Todos os anos é a mesma coisa. A cana de açúcar entra no período de entressafra e o preço do litro do etanol dispara. Como se não bastasse, a matéria prima é uma commodity, o que faz com que o seu valor possa registrar variações conforme o humor dos mercados financeiros mundiais. Por fim, o Brasil é tão grande que o custo do frete e a baixa demanda fazem com que seu preço seja sempre alto na maioria dos estados.

Para resolver este problema, em 2003 foi lançado no Brasil o carro flex, que pode ser abastecido com álcool ou gasolina. Entretanto, com tanta variação nos preços, fica sempre a dúvida em qual combustível escolher. Seja pelo consumo e a economia, seja pelo desempenho, etanol e gasolina têm suas particularidades e vamos explicar algumas delas.

Os carros flex têm sido uma ótima alternativa em épocas de instabilidade nos preços dos combustíveis e descontrole da inflação.

E mesmo com a garantia de um bom funcionamento do motor com ambas as opções, muitos usuários ainda têm dúvidas relacionadas a desempenho, desgaste e custo-benefício – inclusive em relação à gasolina comum ou aditivada.

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Etanol ou Gasolina: qual é o mais econômico?

O etanol possui uma menor capacidade de gerar calor em comparação à gasolina. Essa característica química interfere diretamente no consumo de combustível, que acaba sendo mais alto quando a opção for pelo derivado de cana de açúcar.

Com isso, apesar de o custo do litro do etanol ser menor do que o da gasolina, nem sempre vai ser vantajoso abastecer com ele. Quando os carros flex foram lançados, criou-se uma conta genérica que apontava que o etanol só era vantagem se custasse até 70% do preço da gasolina.

Só que não é bem assim, pois a tecnologia dos motores evoluiu. Hoje há carros que são bastante econômicos com etanol e permitem pagar mais do que 70% do preço do litro da gasolina na hora de encher o tanque. Por outro lado, outros consomem muito com o combustível verde, tornando-o desvantajoso mesmo com preços bem inferiores aos 70%.

A melhor maneira de verificar é calculando o custo por quilômetro rodado com álcool e com gasolina. Para isso, basta dividir o preço do litro do combustível pelo consumo medido. O ideal é usar cerca de quatro tanques de cada um para obter médias de consumo mais precisas.

Se um carro tem média de consumo de 10 km/l com etanol e o preço do litro é de R$ 4,09, o custo por quilômetro será de R$ 0,409. Com consumo médio de gasolina de 13 km/l e o litro a R$ 5,39, o preço do quilômetro rodado será de R$ 0,414. Neste exemplo, o litro do etanol custa 75% do preço da gasolina e ainda é vantagem usá-lo.

E para o funcionamento do motor, qual a melhor opção?

Apesar de possuir uma capacidade menor de gerar calor, o etanol faz com que os motores sejam mais potentes tenham torques mais altos. Isso ocorre porque a sua combustão é mais limpa e precisa do que a da gasolina, permitindo que a central eletrônica utilize um mapeamento de ignição mais agressivo e gere mais potência.

A gasolina, por sua vez, é mais suscetível à pré-detonação, popularmente conhecida por batida de pino. O fenômeno ocorre quando há uma combustão espontânea do combustível dentro do cilindro, o que provoca um ruído metálico. Para evitar esse incômodo, a central eletrônica ajusta a ignição de maneira mais conservadora e o motor perde potência.

 

Em relação à durabilidade, álcool ou gasolina?

Os motores modernos são construídos para ter a mesma durabilidade com qualquer um dos combustíveis. Entretanto, algumas características da combustão podem alterar o aspecto dos componentes.

Por ser um derivado de cana, o etanol é mais corrosivo e possui um poder detergente bem maior do que o da gasolina. Um motor que rode só com álcool terá muito menos depósitos de carbono no seu interior. Já com a gasolina é o contrário. Sua composição permite uma melhor lubrificação, porém sua queima deixa resíduos que vão se alojando nas válvulas e partes do sistema de admissão.

Mitos e verdades

Com os carros flex, vieram junto uma série de mitos e lendas sobre o funcionamento da tecnologia. Vamos a elas:

No carro zero-quilômetro, o primeiro tanque deve ser de gasolina?

Mito. Todos os carros flex saem de fábrica com etanol no tanque para que o custo de abastecimento na linha de montagem seja menor. Além disso, a tecnologia e os componentes estão preparados para qualquer um dos combustíveis.

Devo alternar álcool e gasolina?

Depende. A Toyota, por exemplo, recomenda abastecer com um tanque de gasolina a cada 10 mil quilômetros. Já outros fabricantes não possuem recomendações do tipo. Na dúvida, consulte sempre o manual do proprietário

 O carro precisa se adaptar ao novo combustível?

Verdade. Ao trocar de combustível, rode pelo menos 20 quilômetros antes de desligar o motor para que a nova mistura seja reconhecida pela central eletrônica. É muito comum problemas na partida quando o procedimento não é feito.

E para o meio ambiente, álcool ou gasolina?

Em uma entrevista concedida ao Jornal Extra, Sergio Luiz Camacho – Diretor da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – afirma que, com o passar do tempo, o uso da gasolina comum acarreta em acúmulo de resíduos nas tulipas das válvulas, aumentando constantemente o consumo de combustível e as emissões de CO² na atmosfera.

Além disso, o álcool é um combustível menos agressivo para a camada de ozônio e por isso não é tão perigoso para atmosfera quanto à gasolina.

E aí, já decidiu com qual combustível vai abastecer seu carro da próxima vez? Se você quer economizar combustível, não deixe de conferir nosso post. Veja também quais são os carros mais gastam combustível e fique longe deles!

Conheça também as vantagens e desvantagens de carros a diesel.

Saiba reconhecer gasolina adulterada.

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