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Placa Mercosul – Você precisa trocar a sua?

Por 30 de novembro de 2020setembro 21st, 2021Mobilidade
Imagem de diversas placas de carro para ilustrar post sobre padrão placa do Mercosul

Desde 31 de janeiro de 2020, após seis adiamentos e muita polêmica, finalmente todos os estados brasileiros passaram adotar a nova placa Mercosul. A mudança, que começou em setembro de 2018 no Rio de Janeiro, faz parte do projeto de unificação de todos os países do Mercosul. Eles passaram a adotar o mesmo padrão de Placa de Identificação Veicular (PIV).

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Placa Mercosul com quatro anos de atraso

No Brasil, a transição completa teve um atraso de quatro anos. Pelo cronograma, o novo modelo deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2016. Porém, os Detrans (Departamentos de Trânsito) estaduais pediram mais tempo para poderem se adaptar ao novo sistema e credenciarem as novas empresas estampadoras de placas.

Até o fim de janeiro de 2020, apenas 10 dos 26 estados já haviam adotado a placa Mercosul:

  • Amazonas;
  • Bahia;
  • Espírito Santo;
  • Paraíba;
  • Piauí;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Rondônia.

Essa falta de sintonia gerou situações absurdas. Se um carro já com placa Mercosul do Rio de Janeiro fosse transferido para São Paulo antes de 31 de janeiro, teria que voltar para a placa cinza antiga.

Quem precisa trocar a placa?

A nova placa é obrigatória em:

  • Todos os veículos novos que façam o primeiro emplacamento;
  • Veículos usados que troquem de categoria, município ou estado;
  • Aqueles que precisem de substituição por danos, roubo ou furto; 
  • Caso o proprietário queira, pode fazer a troca de forma voluntária.

Em caso de troca de propriedade dentro do mesmo município, não é necessário trocar.

Agora, os Detrans não recolhem mais a taxa de lacração. O valor da nova placa é pago diretamente nas empresas estampadoras credenciadas. No entanto, não há um valor de tabela e os preços variam entre R$ 170 e R$ 230 por um par de placas para automóveis. Vale a pena pesquisar quando precisar emplacar. No modelo antigo, o par de placas tinha valor fixo de R$ 138,70.

Placa Mercosul tem inspiração europeia

A placa Mercosul foi inspirada no modelo usado na União Europeia. Tem fundo branco, uma faixa azul com o nome do país, a bandeira e o logo do Mercosul. 

O tamanho é o mesmo da antiga, bem como o material (alumínio). Não há mais a tarjeta com o estado e o município. O lacre foi substituído por um QR Code com todas as informações do veículo, do proprietário e queixas de roubo, furto e restrições. 

De acordo com o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), esse novo modelo tem vários recursos de segurança e, por isso, é mais eficaz contra a clonagem.

Cor da sequência identifica a categoria

As categorias agora não são mais identificadas pela tom de fundo da placa e sim pelas cores da sequência alfanumérica: 

  • Preta para carros particulares;
  • Vermelha para táxis, veículos comerciais e autoescola;
  • Azul para carros oficiais;
  • Verde para os de teste;
  • Dourada para carros diplomáticos;
  • Prateada para os veículos de coleção, que tomou o lugar da charmosa placa preta.

Mudanças na sequência alfanumérica

Outra novidade é que sequência passa a ser composta por três letras, um número, outra letra e mais dois números. A placa cinza antiga tinha uma sequência alfanumérica de três letras e quatro números. 

Nos veículos usados que vão trocar a antiga pela nova, a sequência terá uma pequena mudança. O segundo número será substituído por uma letra seguindo o seguinte critério: 0 muda para A, 1  muda para B, 2 para C, 3 para D, 4 para E, 5 para F, 6 para G, 7 para H, 8 para I e 9 para J. Exemplo: a placa ABC-1234 torna-se ABC-1C34.

Brasil, Argentina e Uruguai já adotaram

Além do Brasil, a nova placa Mercosul já está presente na Argentina e no Uruguai com mesmo padrão de cores e elementos, mas com sequências alfanuméricas próprias. Já Paraguai e Venezuela ainda estão em fase de implantação.

O objetivo da placa única é integrar e facilitar a identificação dos veículos ao circularem por países vizinhos, bem como combater as fraudes e falsificações.

História das placas veiculares no Brasil

Em 1990, a placa cinza brasileira que acaba de ser aposentada começou a substituir a amarela, que já estava com as sequências disponíveis quase no fim. 

Na época, a novidade foi a incorporação de mais uma letra na sequência alfanumérica – passando de duas para três e mantendo os quatro números – e a tarjeta removível com estado e município. 

Esse artifício permitiu que a mesma sequência fosse mantida nas trocas de cidade, ao contrário da placa amarela, que era totalmente substituída.

A placa amarela com duas letras e números foi adotada em 1970, em substituição ao modelo apenas com números, usado entre 1941 e 1969 e que inaugurou as categorias por cores. 

Antes dele, as placas eram pretas, com até cinco números em branco precedidos pela letra P (quando era veículo particular) ou A (de aluguel, como táxis, caminhões e ônibus).

 

Última atualização em 30/11/2020